Verdade em colapso

Desafios da (des)credibilidade científica na era das plataformas

Autores

Palavras-chave:

Plataformização da ciência, capitalismo algorítmico, desinformação, crise epistêmica, negacionismo

Resumo

Esta pesquisa explora a intersecção entre plataformização e negacionismo científico, focando no movimento anti-imunização que se intensificou durante a pandemia de Covid-19. A pesquisa analisa como a vigilância e o controle algorítmico/mercadológico das plataformas digitais moldam a percepção pública sobre a ciência, favorecendo discursos pseudocientíficos, produzindo atores negacionistas e prejudicando a credibilidade nas instituições. O estudo conclui que a desinformação científica se propaga rapidamente devido ao interesse das grandes corporações digitais em espaços lucrativos de negação. Além disso, destaca a necessidade de regulamentação democrática das plataformas e a implementação de estratégias educacionais, como o letramento crítico da informação, para fortalecer a credibilidade institucional.

Biografia do Autor

Andressa Garcez, Universidade Federal Fluminense

Mestranda em Políticas, Discursos e Sociedade pelo Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano (PPGMC/UFF-RJ); Graduada em Comunicação Social, ênfase em Publicidade e Propaganda (UNIMSB/UNIRJ); Foi estagiária na Assessoria de Comunicação pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e atuou como WebPost na Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ-RJ); Tem experiência corporativa na área Marketing, com ênfase em Search Engine Optimization (SEO); Integrante do Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência (EMERGE/UFF) e participante nas atividades do grupo Perspectivas Filosóficas em Informação (Perfil-i/IBICT). Administra os canais de comunicação do International Center For Information Ethics (ICIE), cuja atividade pertence ao projeto de pesquisa "Combate à Desinformação no Brasil e na América Latina" (IBICT-MCTI). Pesquisa discurso extremista de direita, negacionismo científico e desinformação no âmbito digital.

Marco Schneider, Universidade Federal Fluminense - UFF

Cientista do Nosso Estado Faperj. Beneficiário Recurso Universal CNPq 10/2023 Grupos Consolidados. Pesquisador titular do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Professor associado do departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF-Niterói-RJ). Professor do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação - PPGCI-Ibict/ECO-UFRJ e do Programa de Pós-Graduação Mídia e Cotidiano - PPGMC-UFF. Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP-2008). Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ-2003). Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Produção Editorial (ECO-UFRJ-1999). Possui estágio pós-doutoral em Estudos Culturais, pelo Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-2012), onde atua como pesquisador associado, supervisionando estágios pós-doutorais. Autor dos livros "A Era da Desinformação: pós-verdade, fake news e outras armadilhas" (2022) e "A Dialética do Gosto: informação, música e política", publicado em 2015 pela Editora Circuito, com bolsa de auxílio a publicação, da Faperj. Publicou também um livro de poesia e dezenas de artigos científicos, em capítulos de livros, anais de congressos e periódicos científicos, nacionais e internacionais. Vencedor dos concursos de ensaio Pensar a Contracoriente (Cuba-2003) e Mário Pedrosa, sobre arte e cultura contemporâneas (Brasil-2010). Professor universitário desde 2003. Interesses atuais de pesquisa: ética; epistemologia; economia política da informação, da comunicação e da cultura; desinformação; competência crítica em informação; literacia midiática. Líder do grupo de pesquisa Perspectivas Filosóficas em Informação (Perfil-i). Coordenador da Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), contemplada em 2023, pela Intercom, com o Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação, na categoria Grupo Inovador; da Rede Coinfo; da Rede de Estudos da Ciência da Informação sobre Desinformação (Recides); da Rede de Intelectuais e Artistas Independentes em Defesa da Humanidade (Redh); e da Rede Mussi (Rede Franco-Brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e Informação). Integrante dos grupos de pesquisa Estudos críticos em informação e organização social (Escritos) e Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência (Emerge). Integrante do Laboratório em Rede de Humanidades Digitais (Larhud). Editor da Liinc em Revista e da International Review of Information Ethics (IRIE). No biênio 2017-2018, foi Diretor Científico da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (Ulepicc), capítulo Brasil, e Coordenador do PPGCI-Ibict/ECO-UFRJ. Presidente do International Center for Information Ethics (ICIE) no biênio entre 2022-2024. Músico e escritor.

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Publicado

14-04-2026