Cibercultura e Perspectivas Decoloniais: Futuros Alternativos às Big Techs e a Expressão de Corpos Dissidentes Gays
Palavras-chave:
Cibercultura; Colonialidade; Homens gays; Corpos dissidentes; Reexistência.Resumo
Este artigo analisa como homens gays, enquanto corpos dissidentes, constroem práticas digitais de resistência frente à normatização imposta pelas Big Techs. A partir de uma abordagem decolonial e interseccional, investiga-se como a cibercultura é atravessada por lógicas de colonialidade, controle algorítmico e apagamento de subjetividades dissidentes. Com base na análise de discurso crítica e etnografia digital, foram examinadas postagens de criadores de conteúdo gays em plataformas como TikTok, Instagram e X, além de experiências em redes alternativas como Discord. Os resultados revelam estratégias de reexistência: performances de gênero não normativas, criação de redes de afeto, crítica ao pink money e migração para espaços digitais autônomos. Essas ações apontam para futuros possíveis e plurais, em que a tecnologia é apropriada como ferramenta de emancipação. O estudo contribui para pensar os usos dissidentes da cibercultura a partir de epistemologias do Sul e dos corpos que escapam à norma.Downloads
Publicado
14-04-2026