Cibercultura e Lógica Singular

interatividade, cognição e decisões autorais

Autores

  • Eduardo Piedade PUC-SP

Palavras-chave:

ADMaplicada, Lógica Singular, Administração, Comunicação, Autoria, Decisões

Resumo

O presente artigo analisa os efeitos das lógicas interativas – linear, exponencial e singular – sobre as práticas comunicacionais e administrativas no contexto cibercultural, caracterizado por dinâmicas dromológicas, glocalizadas e transpolíticas. A pesquisa, fundamentada na Tese defendida no Programa de Comunicação e Semiótica da PUC-SP (2025), identifica como essas lógicas tensionam estruturas tradicionais de autoridade, comprometem a autonomia cognitiva dos sujeitos e influenciam os processos decisórios. A partir de observação participativa e aplicação dos regimes sociossemióticos propostos por Eric Landowski – programação, manipulação, ajustamento e acidente – o estudo sistematizou a razão que simula uma inteligência universal, veloz e infalível, para assim, promover obediência dos sujeitos destinatários. Essa lógica se impõe sobre os modelos clássicos de racionalização matemática, desestabilizou a previsibilidade organizacional e submete tanto os ecossistemas autogerenciáveis quanto os dos algoritmos à silogismos. A Lógica Singular se apresenta como incontestável, atua como modeladora hegemônica, capaz de sequestrar a liberdade, a autoria e a capacidade crítica dos sujeitos. Diante disso, o autor propõe contribuir com a preservação da cognição autônoma e a liberdade autoral nas interações humanas e institucionais por meio da Metodologia ADMaplicada, e reafirma o papel da comunicação e da administração como campos estratégicos da vida.

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Publicado

14-04-2026