Moralidades do consumo envolvidas no uso de Inteligência Artificial por trabalhadores da comunicação

Autores

  • GIOVANA ZULATO Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)

Resumo

Este estudo analisa as moralidades do consumo da Inteligência Artificial (IA) em ambientes de trabalho, perguntando como se configuram, nos níveis macro, meso e micro, os dilemas e juízos éticos que atravessam essa prática A crescente adoção da IA como ferramenta de trabalho por profissionais de comunicação e marketing suscita importantes questões sobre os juízos morais em torno dessa prática. Tais questões abrangem desde a falta de regulamentações consistentes para o uso indiscriminado de IA por trabalhadores para aperfeiçoar, ou mesmo realizar de forma integral suas tarefas, à precarização do trabalho por meio de contratação de mão de obra barata para potencializar o alcance de perfis em redes sociais. O status de modernidade e inovação coexiste com a ameaça de substituição da mão de obra de alguns segmentos profissionais e a necessidade de um uso ético e responsável das tecnologias, o que pode, simultaneamente, legitimar ou tornar esse consumo mais ou menos responsável. Atualmente, profissionais de marketing e comunicação enfrentam o dilema de usar IA em suas atividades, lidando com a falta de regulamentação, com pressões sociais e simbologias acerca da moralização do consumo de tecnologia em ambientes de trabalho, mas ainda sem saber qual rumo seguir.

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Publicado

14-04-2026