Palavras-chave:
(Re)Colonização, biopolítica, contracepção
Resumo
Este trabalho analisa o caso das mulheres brasileiras afetadas pelo dispositivo contraceptivo Essure, desenvolvido pela Bayer e retirado do mercado em 2017, à luz da colonialidade do poder e do direito, conforme Malcom Ferdinand (2019). O estudo parte do conceito de habitar colonial para compreender como os dispositivos médicos, jurídicos e comunicacionais se articulam na produção de subjetividades e na reprodução de hierarquias coloniais de valor e legitimidade no campo da saúde, da justiça e da comunicação pública.
Biografia do Autor
Ana Braga, Universidade Estadual Paulista - Franca
Professora de Graduação e Pós-Graduação em Direito na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da UNESP. Possui graduação em Direito, Mestrado e Doutorado em Direito Penal, e Livre-docência em Criminologia pela Universidade de São Paulo (USP). Durante sua formação, realizou período de pesquisa no Departamento de Antropologia da Universitat de Barcelona e pós-doutorados na Universidade de Brasília (UnB) e no Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA - UMinho). Foi pesquisadora visitante no Oñati International Institute for the Sociology of Law (IISL) e é integrante da Rede Feminista de Ensino, Pesquisa e Extensão no Direito, assim como do Grupo de Pesquisa FIGAS (Feminismos, Imagens, Gêneros e Artes). Atuou como diretora, e atualmente é associada, da Rede de Pesquisa Empírica em Direito (REED). Coordena o NEPAL (Núcleo de Estudos e Pesquisa em Aprisionamentos e Liberdades) e o projeto de extensão C.E.L. (Cárcere, Expressão e Liberdade).
Miriam Carvalho, Universidade Estadual Paulista Unesp
Pós-doutorando na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais - Câmpus de Franca na Unesp Franca. Doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC - SP