Espelhos que não nos refletem

O capitalismo de dados e a colonização da imagem, apontamentos a partir do episódio Nosedive de Black Mirror

Autores

  • Ana Mendonça PPGAC/UDESC
  • Monique VANDRESEN UDESC/PPGAC

Resumo

Neste ensaio apresenta-se a problemática da colonização estética via análise de um produto da indústria cultural, no caso o primeiro episódio da terceira temporada da série “Black Mirror”, intitulado Nosedive (Queda Livre), revelando procedimentos de controle e dominação das esferas subjetivas na contemporaneidade das redes sociais digitais. Esse texto também é parte das reflexões realizadas a partir do seminário de pesquisa que compõe o processo de doutoramento em artes cênicas. Sendo assim, proponho que, a partir desta análise, seja possível apontar fatores de aprofundamento da colonialidade, e observar a sofisticação das técnicas de controle via imagem e vigilância na contemporaneidade. Ao tomar um produto cultural como base de análise o principal interesse é o que esse revela e omite da realidade contextual e refletir suas formas de produção nas estruturas do capital enquanto modo de organização social.

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Publicado

14-04-2026