Conteúdo para quem?
O teatro algorítmico do conteúdo: autoria em crise e consumo sintético na era da internet morta
Palavras-chave:
teoria da internet morta, inteligência artificial generativa, conteúdo, economia da atenção, educação midiáticaResumo
A ascensão exponencial da Inteligência Artificial (IA) Generativa e a automação maciça de conteúdo impuseram uma validação crítica à Teoria da Internet Morta (Dead Internet Theory). Esta tese, ao postular a saturação do espaço digital por conteúdo e interações predominantemente automatizadas e não orgânicas/humanas, sinaliza uma profunda crise na autenticidade da experiência online e, consequentemente, na credibilidade da informação e da cultura.
O problema central desta pesquisa é duplo ao observar como a facilidade e o baixo custo da geração de conteúdo por IA redefinem o mercado midiático e cultural em sua totalidade, erodindo a autoria humana (não somente no jornalismo, mas em todas as esferas da criação e comunicação); e ao investigar as perspectivas de uso responsável, ético e crítico da IA, propondo um modelo de domínio tecnológico humano que promova uma "simbiose crítica" em vez de uma subordinação algorítmica.