{"id":15608,"date":"2024-12-16T09:47:27","date_gmt":"2024-12-16T12:47:27","guid":{"rendered":"https:\/\/abciber.org.br\/site\/?p=15608"},"modified":"2024-12-16T09:49:10","modified_gmt":"2024-12-16T12:49:10","slug":"emergencias-climaticas-e-o-tema-transversal-do-segundo-dia-de-simposio-em-florianopolis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abciber.org.br\/site\/2024\/12\/16\/emergencias-climaticas-e-o-tema-transversal-do-segundo-dia-de-simposio-em-florianopolis\/","title":{"rendered":"&#8220;Emerg\u00eancias clim\u00e1ticas&#8221; \u00e9 o tema transversal do segundo dia de Simp\u00f3sio em Florian\u00f3polis"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/abciber.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Palestras-segundo-dia-ABCIBER-3.jpeg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/abciber.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Palestras-segundo-dia-ABCIBER-3-150x150.jpeg\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"Palestras-segundo-dia-ABCIBER-3.jpeg\" style=\"display:inline-block\"><\/a> <\/p>\n<p>Mais um ciclo de palestras abordou os contextos e poss\u00edveis caminhos para adiar o fim do mundo nesta quinta-feira (5), no segundo dia do XVII Simp\u00f3sio Nacional da ABCIBER. As discuss\u00f5es ocorreram no audit\u00f3rio do CEART da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no campus da capital Florian\u00f3polis.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela manh\u00e3, al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es que acontecem na Universidade e que durar\u00e3o todo o evento, a primeira mesa de tema \u201cReflex\u00f5es sobre a emerg\u00eancia clim\u00e1tica em arte, letras e comunica\u00e7\u00e3o\u201d contou com a participa\u00e7\u00e3o das professoras Andreia Machado Oliveira (UFSM); Evelyne Costa (UFSM); Liliane Dutra Brignol (UFSM) e com a media\u00e7\u00e3o de Bernardo Queiroz (UAM). A segunda mesa foi sobre \u201cIntelig\u00eancias conectadas, humanidades digitais e a emerg\u00eancia clim\u00e1tica\u201d, com Priscila Gonsales (Educadigital), Eduardo Fofonca (UTP), com media\u00e7\u00e3o de Mara R\u00fabia Sant\u2019Anna (UDESC).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 tarde, as discuss\u00f5es se iniciaram com a mesa III, com o tema \u201cComo adiar a pauta do fim do mundo? O papel das m\u00eddias e do jornalismo na comunica\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica\u201d, mediada pela professora Mirian Meliani (USP\/Febasp). Nesta mesa, as pesquisadoras colocaram o crucial posicionamento das m\u00eddias, constantemente reconfiguradas dentro de novos contextos informacionais, tecnol\u00f3gicos, epist\u00eamicos e culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Beth Saad (ECA-USP), \u201ctudo se tornou muito mais transversal, quase que se entremeando, enraizando intercampos. O que eu chamo de transversalidade poliss\u00eamica fractal, o que quer dizer que a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 \u00fanica, \u00e9 m\u00faltipla\u201d. A ideia aborda a possibilidade de novas configura\u00e7\u00f5es para a comunica\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m bebam do conhecimento de outras \u00e1reas, como a sociologia, as artes, a arquitetura e o design.<\/p>\n\n\n\n<p>Stefanie da Silveira (UFSC) falou sobre o \u201cJornalismo diante de Gaia\u201d, fazendo refer\u00eancia ao livro de Bruno Latour, \u201cDiante de Gaia\u201d. A ideia \u00e9 a de que o Jornalismo pouco est\u00e1 posicionado para enfrentar as m\u00faltiplas crises instaladas e que, apesar de ter a prerrogativa, pouco age para super\u00e1-la. Para finalizar, Margareth Boarini (PUCSP) falou sobre como a \u201cpauta do fim do mundo\u201d n\u00e3o pode ser mais adiada, mas ao contr\u00e1rio: precisa estar presente na m\u00eddia de diferentes linguagens e maneiras para que quest\u00f5es complexas sejam verdadeiramente compreendidas. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Keynote speakers: cen\u00e1rios exigem medidas radicais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com media\u00e7\u00e3o da professora Mirian Meliani (USP\/Febasp), a programa\u00e7\u00e3o da tarde seguiu com a palestra do keynote speaker Carlos Nobre (INPE). Um dos mais renomados climatologistas do pa\u00eds\u202fe um dos cientistas brasileiros mais conhecidos mundialmente, Nobre foi coordenador geral do Centro de Previs\u00e3o de Tempo e Estudos Clim\u00e1ticos\/CPTEC-INPE e criador do Centro de Ci\u00eancia do Sistema Terrestre\/CCST-INPE e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais\/CEMADEN-MCTI. Foi Alto Conselheiro Cient\u00edfico do Painel Global de Sustentabilidade da ONU. \u00c9, atualmente, membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias, da Academia Global de Ci\u00eancias e membro estrangeiro da Academia de Ci\u00eancias dos EUA e da <em>Royal Society<\/em> da Gr\u00e3-Bretanha. Participou de v\u00e1rios relat\u00f3rios do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) e foi um dos autores do Quarto Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o do IPCC, agraciado com o Pr\u00eamio Nobel da Paz (2007). O cientista apresentou um detalhado panorama, no qual demonstrou os caminhos que iminentemente vir\u00e3o, caso a humanidade n\u00e3o zere as emiss\u00f5es de gases na atmosfera. Como diagn\u00f3stico estarrecedor, ele demonstrou que j\u00e1 estamos no ano mais quente registrado na hist\u00f3ria humana at\u00e9 o momento. E que desastres naturais extremos ficar\u00e3o cada vez mais comuns, dificultando e inviabilizando a vida em diversas regi\u00f5es do planeta. Apesar do progn\u00f3stico, ele ressaltou a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es humanas para que os piores cen\u00e1rios n\u00e3o se concretizem. <\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Nobre, o deslocamento de pessoas vulner\u00e1veis &#8211; crian\u00e7as, idosos, pessoas com a sa\u00fade comprometida &#8211; das \u00e1reas de risco para eventos extremos \u00e9 uma das medidas para a prote\u00e7\u00e3o imediata de vidas. Al\u00e9m disso, a diminui\u00e7\u00e3o das desigualdades \u00e9 um dos fatores que deve ser perseguido para proteger as popula\u00e7\u00f5es em risco.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia finalizou com a palestra \u201cGlocaliza\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, discrep\u00e2ncias dromocr\u00e1ticas e neofascismo anticlim\u00e1tico\u201d de Eug\u00eanio Trivinho (PUCSP), professor do Programa de Estudos P\u00f3s-Graduados em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PEPGCOS\/PUC-SP). Coordenador Geral do CENCIB \u2013 Centro Interdisciplinar de Pesquisas em Comunica\u00e7\u00e3o e Cibercultura\/PUC-SP, Trivinho \u00e9 pesquisador do CNPq (Bolsa de Produtividade), membro do Conselho Editorial do \u2018The Conversation Brasil\u2019 desde 2023 e foi um dos fundadores da ABCiber, tornando-se membro do Conselho Cient\u00edfico Deliberativo. Foi presidente da institui\u00e7\u00e3o nos bi\u00eanios 2007-2009, 2009-2011 e 2016-2017. <\/p>\n\n\n\n<p>Com media\u00e7\u00e3o de Priscilla Magossi (PUCSP),  Trivinho falou sobre como a dromocracia &#8211; o regime invis\u00edvel da velocidade tecnol\u00f3gica na vida humana &#8211; traz uma discrep\u00e2ncia de velocidades entre a \u201cdromocratiza\u00e7\u00e3o da natureza e a dromocracia empresarial e estatal\u201d. Segundo ele, a velocidade com a qual os problemas existem \u00e9 incompat\u00edvel com as tentativas de san\u00e1-los ou mitig\u00e1-los. H\u00e1 uma \u201cdromoinaptid\u00e3o\u201d concernente aos atores que tentam buscar solu\u00e7\u00f5es para os problemas, agravados pela ascens\u00e3o do neofascismo anticlim\u00e1tico que, segundo ele, \u201cjoga a favor da morte em larga escala\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por: Jamila Carvalho (UFSC)<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais um ciclo de palestras abordou os contextos e poss\u00edveis caminhos para adiar o fim do mundo nesta quinta-feira (5), no segundo dia do XVII Simp\u00f3sio Nacional da ABCIBER. As discuss\u00f5es ocorreram no audit\u00f3rio do CEART da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), no campus da capital Florian\u00f3polis. Pela manh\u00e3, al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es que acontecem na Universidade e que durar\u00e3o todo o evento, a primeira mesa de tema \u201cReflex\u00f5es sobre a emerg\u00eancia clim\u00e1tica em arte, letras e comunica\u00e7\u00e3o\u201d contou com a participa\u00e7\u00e3o das professoras Andreia Machado Oliveira (UFSM); Evelyne Costa (UFSM); Liliane Dutra Brignol (UFSM) e com a media\u00e7\u00e3o de Bernardo Queiroz (UAM). A segunda mesa foi sobre \u201cIntelig\u00eancias conectadas, humanidades digitais e a emerg\u00eancia clim\u00e1tica\u201d, com Priscila Gonsales (Educadigital), Eduardo Fofonca (UTP), com media\u00e7\u00e3o de Mara R\u00fabia Sant\u2019Anna (UDESC). \u00c0 tarde, as discuss\u00f5es se iniciaram com a mesa III, com o tema \u201cComo adiar a pauta do fim do mundo? O papel das m\u00eddias e do jornalismo na comunica\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica\u201d, mediada pela professora Mirian Meliani (USP\/Febasp). Nesta mesa, as pesquisadoras colocaram o crucial posicionamento das m\u00eddias, constantemente reconfiguradas dentro de novos contextos informacionais, tecnol\u00f3gicos, epist\u00eamicos e culturais. Para Beth Saad (ECA-USP), \u201ctudo se tornou muito mais transversal, quase que se entremeando, enraizando intercampos. O que eu chamo de transversalidade poliss\u00eamica fractal, o que quer dizer que a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 \u00fanica, \u00e9 m\u00faltipla\u201d. A ideia aborda a possibilidade de novas configura\u00e7\u00f5es para a comunica\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m bebam do conhecimento de outras \u00e1reas, como a sociologia, as artes, a arquitetura e o design. Stefanie da Silveira (UFSC) falou sobre o \u201cJornalismo diante de Gaia\u201d, fazendo refer\u00eancia ao livro de Bruno Latour, \u201cDiante de Gaia\u201d. 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